VISITANTES - Press Release


A Visitantes se auto-denomina uma banda de ROCK TROPICAL.

Rock do hemisfério Sul. Onde as mulheres são mais lindas e os homens, mais peludos. Desde 2007, visitamos os corações e os cérebros da geração plugada.

Pixies um dia encontrou o sr. Mutantes na rua e disse "vamos tocar um Nirvana!". Os dois enjoaram rápido e começaram a fazer músicas próprias. O que saiu dessa produção foi uma manada de javalis maquiados correndo pela floresta, folhas voando e limo escorrendo dos prédios. Puro Led Zeppelin, baby (Consuelo).

Com postura independente, a Visitantes vem percorrendo o Brasil em festas e eventos do Circuito Fora do Eixo, e tocando em grandes festivais da música brasileira, con nomes como Nando Reis, Pitty, Toquinho e Cachorro Grande (tudo bróder, é claro). No primeiro semestre de 2009 a Visitantes produz seu primeiro álbum “Na brasa fugaz da cana queimando”, lançado de forma independente em inusitadas latas metálicas multiuso.

Rock em português. Pra dançar e pirar!


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O Wasted Nation fez um show incrível, performático e um tanto quanto animado. A banda, como eles mesmos dizem, resolveu “entrar numas” e, a partir de então, passa a ser chamada VISITANTES. Para completar o repertório, o quarteto colocou em seu set list um cover de Cat Power. O público, claro, foi ao delírio.
Renata Honorato, 07/2007, para o Sampaist


O AR DOS VISITANTES

A minha parte favorita no rock and roll é quando ele respira. Esse momento sublime quando uma banda sente que somente os sons mais rápidos e pesados não são suficientes. É preciso uma pausa, uma modulação mais agressiva, uma puxada de ar para o pulmão: muito precisa ser dito, nada pode ser atropelado. Repito: muito precisa ser dito.

O VISITANTES parece querer arrebentar o útero grunge de onde vieram nesse novo trabalho, intitulado espertamente Na brasa fugaz da cana queimando. As influências e a sonoridade da banda se dissolveram num caldeirão impossível de ser rotulado. Sente-se claramente uma vontade de se desprender do passado e do que havia sido a banda até então, além de uma necessidade violenta de expressar as visões cotidianas vinda dos músicos, com muita energia e vitalidade. O líder do grupo, Fábio Cardelli, é uma das novas cabeças do rock brasileiro contemporâneo de maior personalidade. Grande frontman, voz de timbre característico, acompanhado de uma banda cada vez mais coesa e segura. Como se não bastasse, suas melodias são monstruosamente singulares e inspiradas, servindo quase como uma pele para suas palavras cheias de ironia. Aliás, suas letras merecem um destaque à parte. Seja mostrando sua verve de cronista da cena independente atual em O Homem-Moto (parceria com o baterista Thiago) ou revelando profunda sensibilidade em Canção dos Amores, Fábio é certeiro, sabe o que quer dizer e como quer dizer. Porto Velho é melancólica, Canción de los Cabrones é divertida, enquanto a belíssima Hippie Bop Teen parece ser a explicação para todas as coisas ali.

E todas as coisas nesse disco parecem ser assim, desmedidamente sensíveis, arrebatadas, com um propósito gigante para estarem ali e por isso faz tanto sentido. Se a brasa é fugaz, este disco certamente não é.

Nunca soou tão bem respirar.

Hélio Flanders



ouça e baixe "Na brasa fugaz..." na íntegra



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